sábado, 19 de junho de 2010

UMA HISTÓRIA DE UMA VERSÃO SÓ, É UMA HISTÒRIA DE COLONIZADOR!

UMA HISTÓRIA DE UMA VERSÃO SÓ, É UMA HISTÒRIA DE COLONIZADOR!
Frequentemente nos deixamos levar por uma visão única de um povo ou país pelas histórias que ouvimos e mensagens que recebemos, como se as pessoas agissem e pensassem da mesma forma, sem nenhuma identidade.
Até na maneira de governar os países tentaram nos impor isso, com o pensamento único que dominou a política e a economia nos anos 90, aqui muito bem representado pelos oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, com seu governo desastroso e corrupto, tendo a PRIVATARIA o ponto de um governo inerte e sem minima noção.
Esta visão estereotipada cria em nós preconceitos, dos quais muitas vezes demoramos a nos livrar. O vídeo que posto aqui é um testemunho maravilhoso da escritora nigeriana Chimamanda Adichie sobre como incorporamos estas visões e a necessidade de conhecermos todos os lados de uma questão para não sermos dominados por um história única.
São pouco mais de 18 minutos que ganhamos em nossas vidas quando ouvimos alguém falar com tanto coração e sinceridade. Clique em “subtitles” para escolher as legendas em português.

COMO IDENTIFICAR UM PROFESSOR MAU CARÁTER, AQUELE QUE ESTÁ ALI SÓ PELO DINHEIRO, QUE ODEIA A TURMA, OU SEJA, UM FRUSTRADO DA VIDA

Ao Mestre com Carinho 
Você levou 'nota baixa' na escola? Tá indo de mal a pior na faculdade Pois a culpa pode não ser sua, acredite! A realidade indica que muitos professores são mais instrutores e menos educadores e o mais grave: muitos são maus professores, capazes de cometer muitas atrocidades contra seus próprios alunos.
Diríamos que muitas escolas sofrem com o que poderíamos chamar de pedagogia da intolerância que se caracteriza pela intransigência e irracionalidade no exercício de ensinar. Principalmente, quando este está Frustrado com sua propria vida, com seu trabalho, acha-se injustiçado, enfim!
No Brasil, as bases da pedagogia da intolerância estão assentadas no período colonial no qual foi marcado, por dois séculos, pela educação jesuíta. Há professores que fazem do seu magistério uma religião cheia de doutrina e dogma, que transforma o espaço escolar em espaço de intolerância religiosa/social como estivessem vivendo em pleno medievalismo.
O bom professor não é um professor hábil na formação cognitiva dos alunos, mas em educação em valores. Nada impede que o bom professor seja exigente e rigoroso no cumprimento de suas obrigações de ensinar. O diferencial do bom professor é que, após anos de estudos e de formação acadêmica, alcançou alto grau de proficiência. Torna-se eficiente no ensinar, competente em fazer aprender e hábil na relação interpessoal. Os bons professores nunca perdem a ternura mesmo na hora de disciplinar por amor à pedagogia.
O mau professor, ao contrário, é, em geral, um professor intolerante que reproduz, muitas vezes, consciente ou inconsciente, um modelo pedagógico rígido, reflexo de uma pedagogia intransigente e irracional. O mau professor é um professor mal formado para o ambiente escolar. O professor intolerante é, em geral, implacável. O professor se torna austero no momento quando, no ambiente escolar, se torna rígido, de caráter severo, capaz de ser duro em situações que deve ser tolerante como, por exemplo, nas correções das avaliações escolares ou decorrer de suas aulas expositivas. Quando desconhecem que, mesmo nas aulas expositivas, há lugar para o perguntar e para o diálogo permanente.
No lugar da ponderação, apresentam um tom austero, isso não quer dizer que não sejam preparados, geralmente são mestres doutores, inclusive são autores de livros. A voz dos professores intolerantes também é austera. Muitos se vestem de cores escuras para não dissimular seu comportamento radicalmente sóbrio e seu olhar sombrio sobre a tarefa de instruir. Desde cedo, os alunos descobrem nos professores amargos o primeiro sinal de uma pedagogia da intolerância. Quando embargam a voz, quando cantam ou mesmo se emocionam (simulam) não é sinal de emoção, mas de repressão que logo se lançará, como flecha, num alvo certo: os alunos. O pior são aqueles 'Mestres' que antes de começar a aula fazem meia hora ou mais de 'pressão' com colocações moralistas e até preconceituosa contra a sala de aula, enquanto os mesmos sofrem de preconceito por suas opções de vida.
O professor severo, no âmbito do ensino, tem apenas uma visão do certo e do errado, nunca relativiza uma resposta ou posição. Os professores severos são graves, circunspectos, sérios, e trazem marcas visíveis nos olhos, nos trejeitos da boca, seu olhar é menos manifesto do que sua face severa.
O professor severo é inflexível e suas palavras são as mais duras que os alunos escutarão no decorrer de suas vidas. Suas aulas não são ministradas, mas executadas, com pontualidade e exatidão que lembram mais máquinas, tiranas ou servas do tempo, não levando em conta que todo magistério tem por fim a formação de seres vivos e humanos e que o tempo de aula é tempo de se olhar contemplativamente sobre de tempo de viver.
O professor severo pode ser elegante, mas sua presença não traz prazer e sim medo. O professor severo é bem definido e acentua sua ideologia de ser. Por isso, os professores intolerantes, em sala, são as maiores vítimas da cola e dos desvios morais e éticos dos alunos.
Os professores definitivamente severos são estreitos no jeito de estar e bitolados na forma de ser. Os maus professores se orgulham e dizem: sou rígido, não me vergo, sou rijo, não quero me 'misturar, afinal sou Mestre, Doutor, resisto às pressões da realidade objetiva' mas, no meu primeiro instante, quando se deparam com a realidade subjetiva, com a supremacia das pessoas sobre as coisas, se rendem à guisa dos covardes e acanhados por indolência e medo.
O mais grave é que muitos professores e diretores de escolas, públicas e privadas, ainda não tomaram consciência de que a sociedade escolheu a escola para ministrar o ensino com base nos princípio do pluralismo de idéias, de concepções pedagógicas, de respeito à liberdade e, principalmente, de apreço à tolerância.