quinta-feira, 12 de novembro de 2009

todos pela educação?



Na avaliação de um entre quatro brasileiros, o direito mais importante para assegurar a educação à população brasileira é ter professores competentes e motivados. O dado é da pesquisa A participação dos pais na Educação dos filhos, encomendada pelo movimento Todos Pela Educação e Fundação SM, realizada pelo Ibope e divulgada nesta quarta-feira (11/11).
O estudo revela ainda que, para 20% dos entrevistados, o mais relevante é encontrar vaga na creche, pré-escola, ensino fundamental ou ensino médio. A terceira posição ficou para o reforço escolar ao longo do ano caso aluno tenha alguma dificuldade, com média de 13% das respostas.
Foram ouvidas 1.350 homens e mulheres entre 16 e 69 anos, das regiões metropolitanas da Bahia, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. No interior, participam da amostra municípios com mais de 50 mil habitantes das mesmas unidades da federação.
Segundo os pesquisadores, os resultados podem refletir anseio por algo que ainda não foi conquistado. O aprendizado, porém, não é citado pelas pessoas que responderam ao questionário. A Meta 3 do movimento Todos Pela Educação, revela que apenas 27,9% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental têm conhecimentos adequados à sua série em língua portuguesa. Na 8ª série, a porcentagem é mais baixa: 20,5%. No 3º ano do ensino médio, a taxa é de 24,5%. Em matemática, os percentuais são piores: 23,7%, 14,3% e 9,8%, respectivamente.
No ranking das instituições e pessoas capazes de melhorar a educação, o Ministério da Educação aparece em primeiro lugar, com 40% das opiniões. Secretaria municipal de educação, diretoria e a escola e pais dos alunos ficaram praticamente empatados na segunda posição, com média de 12% dos votos.
Posteriormente, aparecem os professores da escola e a secretaria estadual de educação (média de 8%). Para 4% dos entrevistados, os alunos podem mudar esse cenário. Organizações não-governamentais, igrejas e empresas aparecem em último plano.
Acompanhamento dos estudos - Em geral, o cuidado dos pais com a educação dos filhos é significativo, de acordo com a pesquisa. O acompanhamento e rigor com estudos são itens levados a sério pelos pais. Mais de 80% deles declaram sempre estar atentos para que não haja faltas ou atrasos dos filhos.
A maioria também diz acompanhar sempre as notas dos herdeiros. O estudo mostra que é menos frequente a determinação de horários de estudos. Pouco mais de 50% dos pais afirmam sempre estabelecer esses períodos e respeitá-los.
A incapacidade de entender o que os professores ensinam e o próprio interesse dos filhos em aprender estão entre as dificuldades dos filhos com os estudos apontadas pelos pais. No entanto, nenhuma delas recebe um percentual expressivo nos pontos mais críticos da escala de recorrência.
Muitos pais alegam dificuldade em acompanhar a educação dos filhos por falta de tempo para ir à escola e despreparo para ajudar os filhos quando surgem dúvidas sobre os conteúdos. Apesar disso, os pais não atribuem à escola nem aos profissionais de educação as deficiências enfrentadas. Eles admitem que as dificuldades partem de si mesmos e dos filhos do que dos discentes e da estrutura em geral. Quer mais informação, cultura e muito mais AQUI.



Comissão do Senado aprova 14º salário para professores da rede pública




A Comissão de Educação Cultura e Esporte (CE) do Senado aprovou nesta terça-feira (10) o substitutivo ao projeto de lei que cria o 14º salário para profissionais da educação básica da rede pública. 


O projeto, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), com substitutivo do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), segue agora para a Comissão de Assuntos Econômicos e em seguida tem votação terminativa na Comissão de Assuntos Sociais. Depois, o projeto ainda segue para votação na Câmara dos Deputados.


De acordo com o PLS 319/08, para ter direito ao 14º salário em dezembro, os professores terão que elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escola onde trabalham em pelo menos 50%. O benefício também será concedido se a escola alcançar Ideb igual ou maior que sete. 


O projeto estabelece ainda que o pagamento do 14º salário deverá ocorrer até o final do semestre subseqüente ao da publicação dos resultados do Ideb. Se a instituição de ensino obtiver bons resultados, todos os professores receberão o benefício. A expectativa é de que as faltas injustificáveis dos docentes diminuam e que eles se dediquem mais ao ensino dos alunos.


Congresso Nacional torna obrigatório ensino público dos quatro aos 17 anos de idade

Emenda constitucional vai acabar com a Desvinculação de Receitas da União sobre o orçamento da educação


O Congresso Nacional mudou a Constituição para acabar com o corte de recursos para a educação e tornar obrigatório o ensino público dos quatro até os 17 anos de idade. A sessão solene aconteceu nesta quarta, dia 11, em Brasília.
Os presidentes da Câmara e do Senado assinaram a emenda constitucional que nos próximos dois anos vai acabar com a Desvinculação de Receitas da União sobre o orçamento da educação. Na prática, isso significa que as escolas públicas terão mais dinheiro.
Com a promulgação da emenda mais R$ 4 bilhões serão liberados para a educação ainda neste ano e mais R$ 7 bilhões no ano que vem. A partir de 2011, os recursos para educação ficarão livres sem a incidência da DRU.
Desde 1994, 20% dos recursos da educação podiam ser usados pelo governo para outras finalidades. Segundo o ministro Fernando Haddad, o setor perdeu nesse período R$ 100 bilhões, situação que agora foi corrigida.
— A medida vincula novamente recursos retirados da educação há 15 anos — afirmou Haddad.
A emenda torna o ensino público obrigatório também para a pré-escola e todo o ensino básico.
— Além de mais vagas é a garantia de transporte, merenda, material didático também dos quatro aos 17 anos que hoje só é obrigatório dos seis até os 14 — explicou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC).